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Procedência da alexandrita

Serra da Carnaíba: da esmeralda à alexandrita

A Serra da Carnaíba é uma região do norte da Bahia, entre Pindobaçu e Campo Formoso, conhecida pela esmeralda. A mesma geologia que formou a esmeralda também formou alexandrita, e a região aparece em bases mineralógicas como localidade da gema e é a origem principal da alexandrita da DRAGO.

Resumo

  • A Serra da Carnaíba fica no norte da Bahia, entre Pindobaçu e Campo Formoso.
  • A região ficou famosa pela esmeralda; a alexandrita aparece em bases mineralógicas.
  • As duas gemas nasceram do contato entre rochas com berílio e rochas com cromo.
  • A origem não dispensa a avaliação: mudança de cor, pureza e laudo continuam decisivos.

Onde fica a Serra da Carnaíba

A Serra da Carnaíba fica no norte da Bahia, no território dos municípios de Pindobaçu e Campo Formoso. É uma região de serras do semiárido baiano, conhecida no Brasil e no exterior como distrito de esmeralda.

O verbete da Wikipedia sobre a Serra da Carnaíba trata da região como área de esmeralda. A alexandrita aparece em bases mineralógicas, como o mindat, que registram a Bahia entre as localidades da gema.

Da esmeralda à alexandrita: a história da região

A Serra da Carnaíba entrou no mapa das gemas pela esmeralda, extraída na região ao longo da segunda metade do século XX. A alexandrita veio da mesma geologia, mas ficou muito menos conhecida do que a pedra verde.

A fama veio pela esmeralda

A esmeralda da Carnaíba fez da região um dos nomes mais citados da Bahia no comércio de gemas. Durante décadas, a mineração foi feita em grande parte por pequenos mineradores, em galerias e poços, e a produção abasteceu o comércio nacional e a exportação.

A alexandrita ficou à sombra

Enquanto a esmeralda dava nome à região, a alexandrita da Carnaíba ficou restrita a bases mineralógicas e textos técnicos. No comércio, a expressão "alexandrita brasileira" passou a significar quase sempre Minas Gerais, por causa de Hematita e Malacacheta.

A mineração hoje é regulada

Hoje a mineração na Serra da Carnaíba depende de processos minerários junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). A Cooperativa Mineral da Bahia, por exemplo, divulgou autorização da ANM para seus cooperados explorarem e comercializarem alexandrita na região. A DRAGO trabalha com lavras da Serra da Carnaíba e documenta a origem de cada lote.

A geologia que explica a esmeralda e a alexandrita

Esmeralda e alexandrita aparecem juntas na Serra da Carnaíba porque as duas precisam de berílio e cromo. Na região, rochas graníticas e pegmatitos, ricos em berílio, entraram em contato com rochas ultramáficas, ricas em cromo.

Desse contato nasceram faixas de rocha rica em mica, a flogopita, onde as gemas cristalizaram. O berílio que formou a esmeralda também formou o crisoberilo; onde havia cromo suficiente, o crisoberilo virou alexandrita, a variedade que muda de verde para vermelho conforme a luz.

Dados gemológicos gerais das duas espécies. A cor de cada pedra varia conforme o depósito e a quantidade de cromo.
CaracterísticaEsmeraldaAlexandrita
MineralBeriloCrisoberilo
FórmulaBe₃Al₂Si₆O₁₈BeAl₂O₄
Elemento que dá a corCromo e, em algumas pedras, vanádioCromo
Dureza (Mohs)7,5 a 88,5
AparênciaVerde em qualquer luzVerde na luz do dia, vermelha ou arroxeada na luz incandescente

O que avaliar numa alexandrita da Serra da Carnaíba

A origem na Serra da Carnaíba não dispensa a avaliação da pedra. Como em qualquer alexandrita, o valor depende da força da mudança de cor, da cor base, da pureza, do peso e da lapidação.

  1. Veja a pedra nas duas luzes

    Peça vídeo ao vivo na luz do dia e na luz incandescente, com a mesma pedra, o mesmo fundo e o mesmo ângulo.

  2. Avalie a força da troca

    Observe se a mudança acontece na pedra inteira e se as cores são vivas, sem tons acastanhados.

  3. Confira a origem declarada

    Peça documento de origem que identifique a região e a lavra regularizada, não só o estado.

  4. Peça laudo antes de fechar

    O laudo confirma se a pedra é natural. Na DRAGO, ele é feito sob pedido, antes do fechamento.

Para medir a troca de cor passo a passo, veja o guia sobre a mudança de cor da alexandrita. Para comparar com a origem mineira, leia alexandrita da Bahia ou de Minas Gerais.

A DRAGO e a Serra da Carnaíba

A Serra da Carnaíba é a origem principal da alexandrita da DRAGO, que também trabalha com lavras no Tocantins, Pernambuco e Espírito Santo. Cada lote segue o Drago Origin Protocol, com documento de origem entregue ao comprador.

Visitas às lavras não são permitidas a clientes. A origem é demonstrada por documentação e por vídeo dos lotes, na reunião. Veja como a DRAGO apresenta a alexandrita da Bahia e como a cadeia de custódia da alexandrita acompanha a pedra da lavra ao lote.

Perguntas frequentes sobre a Serra da Carnaíba

Onde fica a Serra da Carnaíba?

No norte da Bahia, no território dos municípios de Pindobaçu e Campo Formoso.

Quais pedras a Serra da Carnaíba produz?

A região é conhecida pela esmeralda e também é registrada em bases mineralógicas como localidade de alexandrita.

Por que há esmeralda e alexandrita no mesmo lugar?

As duas gemas precisam de berílio e cromo. Na Serra da Carnaíba, rochas com berílio entraram em contato com rochas ricas em cromo, o que permitiu a formação das duas.

A alexandrita da Serra da Carnaíba muda de cor?

Toda alexandrita muda de cor, por definição. A força da troca varia de pedra para pedra e deve ser avaliada em cada lote, nas duas luzes.

Posso visitar as lavras de alexandrita da Serra da Carnaíba?

Não. Visitas às lavras não são permitidas a clientes. A origem é demonstrada por documentação e por vídeo dos lotes, na reunião.

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Da história da região ao lote de hoje

A Serra da Carnaíba ficou conhecida pela esmeralda; a DRAGO trabalha a alexandrita dessa mesma região. Na reunião por vídeo, você vê as pedras nas duas luzes e entende o documento de origem que acompanha cada lote.