Resumo
- O preço por quilate não é uma tabela fixa: cada pedra é avaliada por 7 fatores.
- A mudança de cor é o fator que mais pesa no valor.
- O preço por quilate sobe por faixa de peso: pedras maiores valem mais em cada quilate.
- Origem documentada e laudo não mudam a pedra, mas mudam o que o comprador consegue provar.
- A DRAGO não publica preços: o valor é sob consulta, por lote, na reunião por vídeo.
Como se forma o preço da alexandrita por quilate
O preço da alexandrita é dado por quilate, mas o valor de cada quilate muda de pedra para pedra. Primeiro a qualidade define quanto vale um quilate daquela pedra; depois esse valor é multiplicado pelo peso.
O quilate é uma unidade de massa: 1 quilate (ct) equivale a 0,2 grama, segundo o verbete Carat (mass), da Wikipedia. Por isso duas alexandritas de 1 ct podem ter valores muito distantes: o peso é igual, mas a mudança de cor, a pureza e a lapidação não são.
Quem extrai e lapida vê os fatores aparecerem em ordem. No Drago Origin Protocol, a classificação vem antes da lapidação, e é nela que a mudança de cor, a cor base e a pureza do material começam a ser observadas. A lapidação e o laudo completam o quadro.
Os 7 fatores que formam o valor da alexandrita
Os sete fatores são mudança de cor, peso, pureza, cor base, lapidação, origem documentada e laudo. Os quatro primeiros estão na pedra; a lapidação depende do lapidário; os dois últimos dependem de documentos.
1. Força da mudança de cor
A mudança de cor é o fator que mais pesa, porque é o que torna a alexandrita rara. Uma troca completa, de verde nítido para vermelho nítido, vale muito mais que uma troca fraca ou acastanhada. O guia de qualidade da alexandrita do GIA aponta a mudança de cor e a intensidade das cores como centrais no valor. O método de avaliação está no guia sobre a mudança de cor da alexandrita.
2. Peso em quilates
O preço por quilate sobe por faixa de peso, porque alexandritas grandes e de boa qualidade são muito mais raras que as pequenas. Nos guias públicos, a média por quilate de pedras de 1 a 2 ct de alta qualidade passa do triplo da média de pedras abaixo de 1 ct, segundo a Gem Society. Ou seja, uma pedra maior custa mais no total e também em cada quilate.
3. Pureza
A pureza mede as inclusões dentro da pedra. Uma alexandrita limpa a olho nu vale mais por quilate; inclusões visíveis, que tiram brilho ou criam pontos frágeis, reduzem o valor. Pequenas inclusões vistas só com lupa são comuns e, em geral, pesam pouco.
4. Cor base
A cor base é a qualidade de cada uma das duas cores, independentemente da troca. Verde a verde-azulado de dia e vermelho a vermelho-arroxeado à noite são os tons mais valorizados. Tons acastanhados ou acinzentados reduzem o valor, e pedras escuras demais perdem brilho e parecem quase pretas.
5. Lapidação
A lapidação decide quanto da cor e do brilho a pedra mostra. Como a alexandrita é pleocroica, ela exibe cores diferentes conforme a direção do cristal, e a orientação na lapidação muda o resultado final. Uma lapidação que guarda peso mas sacrifica brilho reduz o valor por quilate. Na DRAGO, a lapidação é feita por um lapidário parceiro exclusivo.
6. Origem documentada
A origem documentada não muda a pedra, mas muda o quanto o comprador pode provar sobre ela. Origem citada sem documento, como "russa" ou "brasileira" dita de boca, não acrescenta nada. Com documento de origem e, quando possível, laudo de laboratório com opinião de origem, a joalheria tem uma história verificável para contar ao cliente final. A comparação entre origens está no guia Alexandrita brasileira ou russa? As origens comparadas.
7. Laudo de laboratório
O laudo confirma que a pedra é alexandrita natural e informa tratamentos, se houver. Ele pesa no preço porque a alexandrita sintética muda de cor do mesmo jeito que a natural e, segundo guias de preço públicos, chega a valer cerca de 100 vezes menos. Na DRAGO, o laudo é feito sob pedido, antes do fechamento: via IBGM e, nos casos de maior relevância, com avaliação do gemólogo Frederico Baroni, formado pelo GIA.
Tabela: o que eleva e o que reduz o valor por quilate
Cada fator tem um lado que eleva e um lado que reduz o valor. A tabela resume os sete para consulta rápida na hora de comparar propostas.
| Fator | Eleva o valor por quilate | Reduz o valor por quilate |
|---|---|---|
| Mudança de cor | Troca completa, nítida, na pedra inteira | Troca fraca, parcial ou acastanhada |
| Peso | Faixas de peso maiores, mais raras | Pedras pequenas, mais comuns |
| Pureza | Limpa a olho nu | Inclusões visíveis ou que afetam a durabilidade |
| Cor base | Verde a verde-azulado; vermelho a vermelho-arroxeado | Tons acastanhados, acinzentados ou escuros demais |
| Lapidação | Proporções corretas, cristal bem orientado, brilho vivo | Pedra lapidada só para guardar peso, com janela ou sem brilho |
| Origem documentada | Documento de origem e opinião de origem em laudo | Origem só declarada, sem documento |
| Laudo | Laudo de laboratório reconhecido, verificável | Sem laudo ou com "certificado" sem laboratório identificado |
Exemplo com um lote fictício: duas pedras do mesmo peso
Duas alexandritas do mesmo peso podem ficar em patamares de valor muito diferentes. O exemplo abaixo é fictício e não traz valores: serve só para mostrar como os fatores se combinam.
| Fator | Pedra A | Pedra B |
|---|---|---|
| Peso | 1,50 ct | 1,50 ct |
| Mudança de cor | Forte, na pedra inteira | Moderada, com tons misturados |
| Cor base | Verde-azulado e vermelho-arroxeado | Verde-oliva e vermelho-acastanhado |
| Pureza | Limpa a olho nu | Inclusões visíveis de perto |
| Lapidação | Oval bem proporcionada, cristal orientado | Profunda, para guardar peso |
| Documentos | Documento de origem e laudo de laboratório | Sem laudo |
| Leitura | Valor por quilate alto para a faixa de peso | Valor por quilate bem menor, apesar do mesmo peso |
Repare que nenhum fator isolado decide o preço. A pedra B poderia ficar mais perto da A com um laudo e uma lapidação melhor, mas a mudança de cor moderada continuaria limitando o valor. É por isso que comparar só o peso em quilates leva a erro.
Por que os preços de anúncios online não servem de referência
Os preços de anúncios online misturam pedras que não são comparáveis. Em marketplaces aparecem, lado a lado, alexandritas sintéticas, crisoberilos sem mudança de cor e pedras naturais de baixa qualidade, quase sempre sem laudo. Estes são os problemas mais comuns:
- Alexandrita sintética anunciada como natural, ou como "criada", sem destaque
- "Certificado" emitido pelo próprio vendedor, sem laboratório identificado
- Foto em uma só luz, que não mostra a força da mudança de cor
- Peso informado sem medidas, pureza ou cor base
- Origem citada sem nenhum documento que a comprove
Antes de usar qualquer anúncio como comparação, confira como saber se a alexandrita é verdadeira.
Como pedir uma proposta comparável entre fornecedores
Para comparar propostas, peça a todos os fornecedores as mesmas informações sobre os mesmos fatores. Assim o preço por quilate passa a significar a mesma coisa em cada proposta.
Peça a pedra nas duas luzes
Vídeo ao vivo na luz do dia e na luz incandescente, com a mesma pedra, ângulo e fundo.
Peça peso exato e medidas
Peso em quilates com duas casas decimais e medidas em milímetros.
Peça a descrição de pureza e cor base
Inclusões visíveis ou não, e o tom de cada cor nas duas luzes.
Peça a origem e o documento
Região de origem declarada e o documento que a acompanha.
Pergunte pelo laudo antes de fechar
Qual laboratório, quem paga e se o laudo sai antes do contrato.
Confira as condições da compra
Contrato antes do pagamento e documentação fiscal e de exportação.
O checklist completo para avaliar o fornecedor, e não só a pedra, está no guia Como escolher fornecedor de gemas de cor.
Por que a DRAGO não publica tabela de preços
A DRAGO não publica preços porque cada pedra e cada lote combinam os sete fatores de um jeito diferente. O valor é informado sob consulta, por lote, na reunião por vídeo, depois que o comprador vê as pedras nas duas luzes.
Para joalherias e colecionadores, a apresentação mostra a alexandrita lapidada natural da DRAGO com documento de origem e laudo sob pedido, para que cada fator possa ser conferido antes de qualquer decisão.
Perguntas frequentes sobre o preço da alexandrita
Qual é o preço da alexandrita por quilate?
Não existe um valor único. O preço por quilate varia muito conforme a mudança de cor, o peso, a pureza, a cor base, a lapidação, a origem documentada e o laudo. A DRAGO informa valores sob consulta, por lote, na reunião por vídeo.
Por que uma alexandrita maior custa mais por quilate?
Porque alexandritas grandes e de boa qualidade são muito mais raras. O preço por quilate sobe por faixa de peso, então a pedra maior custa mais no total e também em cada quilate.
Alexandrita sintética vale o mesmo que a natural?
Não. A sintética muda de cor como a natural, mas, segundo guias de preço públicos, chega a valer cerca de 100 vezes menos. Só um laudo de laboratório separa uma da outra.
Alexandrita brasileira vale menos que a russa?
O valor depende mais da pedra que do país. Uma alexandrita brasileira com mudança forte vale mais que uma russa de troca fraca. A origem pesa quando é comprovada por documento e laudo.
O laudo aumenta o preço da alexandrita?
O laudo não muda a pedra: confirma o que ela é. Sem laudo, o comprador assume o risco de pagar por natural e receber sintética, e isso pesa na negociação.


