Resumo
- Todo laboratório reconhecido identifica se a alexandrita é natural ou sintética. A origem geográfica é uma pergunta à parte.
- O GIA oferece opinião de origem geográfica para alexandrita, quando os dados da pedra permitem.
- Gübelin e SSEF, na Suíça, são aceitos por revendedores de alto valor. Peça a origem por escrito e confirme o escopo.
- Para o IGI, ainda não há fonte oficial que confirme laudo de origem para alexandrita.
- A origem do laudo é uma opinião científica e pode sair inconclusiva. Ela complementa o documento de origem do fornecedor.
Laudo de identificação e laudo de origem: qual a diferença
O laudo de identificação diz o que a pedra é. O laudo de origem vai além e dá uma opinião sobre o país onde a pedra se formou. Para saber qual laboratório faz laudo de alexandrita com origem, comece por essa diferença.
Um laudo de identificação confirma a espécie (crisoberilo), a variedade (alexandrita), se a pedra é natural ou sintética e se há tratamentos detectáveis. Também registra peso, medidas e, em geral, a cor nas duas luzes. Isso responde à pergunta mais importante do comprador: a pedra é natural?
O laudo de origem acrescenta uma opinião de origem geográfica, como Brasil, Rússia ou Sri Lanka. O laboratório chega a ela comparando inclusões, elementos-traço e espectros da pedra com a sua coleção de referência.
Por que a origem do laudo é uma opinião, não uma certeza
A origem é uma opinião porque o laboratório deduz o país a partir de sinais internos da pedra, sem ter visto a lavra. Quando os sinais não bastam, o resultado pode ser "inconclusivo".
Por isso, a origem do laudo e o documento de origem do fornecedor se completam. O laudo diz onde a pedra provavelmente se formou. O documento diz de que lavra ela saiu e por quais mãos passou. Um comprador exigente pede os dois.
GIA, Gübelin, SSEF e IGI comparados
Os quatro laboratórios identificam alexandrita natural e sintética. O que muda é a oferta de origem para alexandrita e o mercado onde cada nome pesa mais. A tabela resume o que é público até a data deste artigo.
| Laboratório | Onde fica | Natural ou sintética | Origem para alexandrita | Quando faz sentido |
|---|---|---|---|---|
| GIA | Estados Unidos, com unidades em outros países | Sim | Sim, como opinião de origem geográfica quando os dados permitem | Revenda nos Estados Unidos e em mercados globais; o nome mais conhecido pelo cliente final |
| Gübelin Gem Lab | Suíça (Lucerna) | Sim | Oferece determinação de origem para gemas de cor; confirme o escopo para alexandrita no pedido | Alta joalheria e compradores na Suíça e na Europa |
| SSEF | Suíça (Basileia) | Sim | Oferece determinação de origem para gemas de cor; confirme o escopo para alexandrita no pedido | Peças de alto valor e mercado suíço |
| IGI | Bélgica (Antuérpia), com unidades em vários países | Sim | Sem confirmação oficial encontrada para alexandrita | Mais conhecido em diamantes; para origem de alexandrita, confirme antes |
| Laudo via IBGM | Brasil | Sim | Escopo em confirmação | Compras no Brasil e compradores que aceitam laudo nacional |
O GIA publicou em 2019 estudos sobre a alexandrita brasileira e oferece relatório de gemas de cor com origem; o comparativo de relatórios do GIA mostra o que cada tipo de laudo inclui. Para a alexandrita, o laudo nacional e quando ele basta estão explicados em Laudo gemológico no Brasil.
O que dizer sobre o IGI, com honestidade
Até a data deste artigo, não encontramos fonte oficial do IGI confirmando laudo de origem para alexandrita. O IGI emite laudos de gemas de cor e é muito usado no comércio de diamantes.
Se o seu mercado prefere o IGI, pergunte diretamente ao laboratório se o laudo de alexandrita traz opinião de origem. Sem essa confirmação por escrito, trate o laudo do IGI como laudo de identificação.
Como escolher o laboratório para a sua alexandrita
Escolha o laboratório pela pergunta que o laudo precisa responder e pelo mercado onde a pedra será vendida. Estes seis passos evitam pagar por um laudo que o seu cliente não vai aceitar.
Defina a pergunta do laudo
Só natural ou sintética? Ou também a origem geográfica? A segunda pergunta reduz a lista de laboratórios.
Pense no cliente final
Onde a joia será vendida e qual nome de laboratório esse cliente reconhece.
Confirme o escopo por escrito
Antes de enviar a pedra, peça ao laboratório a confirmação de que o laudo de alexandrita inclui origem.
Considere prazo e custo
Laudos com origem costumam levar mais tempo e custar mais que a identificação simples. Consulte o laboratório.
Faça o laudo antes de fechar
O laudo deve sair antes do pagamento, para que a decisão de compra se apoie nele.
Verifique o número do laudo
Confira o laudo no site do laboratório, quando houver consulta pública, e guarde o original.
Erros comuns ao pedir laudo de alexandrita
A maioria dos erros vem de supor que todo laudo responde à mesma pergunta. Estes são os que mais aparecem entre joalherias e colecionadores:
- Aceitar "certificado" sem nome de laboratório identificado
- Supor que todo laudo informa a origem geográfica
- Confundir o documento de origem do fornecedor com a opinião de origem do laboratório
- Não verificar o número do laudo no site do laboratório
- Pedir o laudo depois de pagar, quando ele já não muda a decisão
Checklist antes de enviar a pedra ao laboratório
- O laboratório é reconhecido pelo seu cliente final?
- O escopo do laudo inclui origem para alexandrita, por escrito?
- O laudo registra a cor nas duas luzes?
- Está combinado quem envia a pedra e quem paga o laudo?
- O laudo sai antes do contrato e do pagamento?
Como a DRAGO trabalha com laudos de alexandrita hoje
Hoje, a DRAGO faz laudos via IBGM no Brasil, sob pedido do comprador e antes do fechamento. Nos casos de maior relevância, as pedras passam pela avaliação do gemólogo Frederico Baroni, formado pelo GIA.
Há alexandritas da DRAGO com laudo GIA. Como todo laudo é nominal, nenhum é publicado no site: o comprador vê o laudo do lote na reunião por vídeo. Veja como funciona o laudo gemológico de alexandrita na compra com a DRAGO.
Perguntas frequentes sobre laudo de alexandrita
O GIA informa a origem da alexandrita?
Sim. O GIA oferece opinião de origem geográfica para alexandrita quando os dados da pedra permitem. Quando não permitem, a origem pode sair como inconclusiva.
O IGI faz laudo de origem para alexandrita?
Até a data deste artigo, não encontramos confirmação oficial. Pergunte ao IGI por escrito antes de enviar a pedra. Sem essa confirmação, trate o laudo como de identificação.
Laudo com origem também prova que a pedra é natural?
Sim. Antes de opinar sobre a origem, o laboratório identifica a pedra e informa se ela é natural ou sintética.
Qual laboratório escolher para vender na Suíça?
Gübelin e SSEF são suíços e reconhecidos por revendedores de alto valor; o GIA também é aceito internacionalmente. Escolha com base no que o seu cliente final reconhece.
Posso ver no site o laudo de uma alexandrita da DRAGO?
Não. Cada laudo é nominal e não é publicado. O comprador vê o laudo do lote na reunião por vídeo, antes de fechar.


