Resumo
- Um laudo gemológico feito no Brasil confirma se a alexandrita é natural ou sintética, que é a pergunta mais importante da compra.
- Não existe regra internacional que dê ou tire validade de um laudo. O que existe é a aceitação de cada comprador e mercado.
- Peça laboratório internacional quando o comprador exige origem geográfica, revende no exterior ou pede um laboratório pelo nome.
- Avaliação de gemólogo e laudo de laboratório são coisas diferentes, e podem se completar.
- A DRAGO trabalha com laudos via IBGM e, nos casos de maior relevância, com a avaliação do gemólogo Frederico Baroni, formado pelo GIA.
O que um laudo gemológico informa
Um laudo gemológico informa o que a pedra é, se é natural e se foi tratada. No Brasil ou fora dele, essa é a base de qualquer laudo; os campos exatos variam de laboratório para laboratório.
| Campo | O que significa | Por que importa na alexandrita |
|---|---|---|
| Espécie e variedade | Mineral (crisoberilo) e nome comercial (alexandrita) | Só o crisoberilo que muda de cor pode ser chamado de alexandrita |
| Natural ou sintética | Se a pedra se formou na natureza ou em laboratório | A sintética muda de cor igual à natural; só o laudo separa |
| Tratamentos | Intervenções detectáveis, como preenchimento de fissuras | Afeta a descrição e o valor da pedra |
| Peso e medidas | Quilates e dimensões em milímetros | Permite conferir que a pedra recebida é a do laudo |
| Cor e mudança de cor | Descrição da cor em cada tipo de luz | É o fator que mais pesa no valor da alexandrita |
| Origem geográfica | Opinião sobre o país de origem | Só aparece em laudos de origem, não em todos |
O laudo via IBGM
A DRAGO trabalha hoje com laudos via IBGM, o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, entidade do setor no Brasil. O laudo é feito sob pedido do comprador: veja como pedir laudo antes de fechar a compra.
O que o laudo via IBGM informa
- [PREENCHER] campos do laudo via IBGM
- [PREENCHER] se informa origem geográfica
- [PREENCHER] aceitação fora do Brasil, conforme o IBGM
Laudo gemológico brasileiro tem validade internacional?
Não existe uma regra internacional que dê ou tire validade de um laudo gemológico. O que existe é aceitação: cada comprador, joalheria ou casa de leilão decide quais laboratórios aceita.
Por isso, a pergunta certa não é "o laudo vale lá fora?", e sim "o meu comprador aceita este laboratório?". Um laudo nacional pode ser suficiente para uma joalheria que conhece o laboratório e insuficiente para um revendedor que só trabalha com laudos suíços ou do GIA.
Revendedores de alto valor costumam listar os laboratórios que aceitam. Para alexandrita, os nomes mais citados são GIA, Gübelin, SSEF e AGL. O comparativo completo está em qual laboratório faz laudo de alexandrita com origem.
Quando o laudo no Brasil basta e quando pedir laboratório internacional
O laudo feito no Brasil basta quando a dúvida é se a pedra é natural e o comprador aceita o laboratório. O laboratório internacional entra quando a venda exige origem geográfica ou um nome específico.
O laudo no Brasil basta
- A pergunta é só se a alexandrita é natural
- A venda acontece no Brasil
- O comprador conhece e aceita o laboratório
- A pedra vai para uma peça de coleção, não para revenda avulsa
- Há uma segunda leitura do gemólogo nos casos de maior relevância
- O laudo sai antes do fechamento e pode ser conferido
Peça laboratório internacional
- O comprador exige a origem geográfica no laudo
- A pedra será revendida no exterior
- O cliente final pede um laboratório pelo nome
- A pedra é de alto valor ou vai a leilão
- A joalheria quer o mesmo laboratório em toda a coleção
- Há dúvida que o laudo nacional não resolveu
Laudo de laboratório ou avaliação de gemólogo
O laudo de laboratório é um documento com número, emitido por uma instituição. A avaliação de gemólogo é a opinião técnica de um profissional que examina a pedra. Os dois se completam.
Na DRAGO, nos casos de maior relevância, as pedras passam pela avaliação do gemólogo Frederico Baroni, formado pelo GIA. A avaliação ajuda a decidir se vale enviar a pedra a um laboratório internacional antes da venda.
| Critério | Laudo via IBGM | Avaliação de gemólogo | Laboratório internacional |
|---|---|---|---|
| Quem emite | Instituição brasileira do setor | Profissional formado em gemologia | Laboratório como GIA, Gübelin ou SSEF |
| O que responde | Identificação da pedra | Leitura técnica da pedra e do lote | Identificação e, quando pedida, origem |
| Origem geográfica | A confirmar com o IBGM | Não é o objetivo | GIA oferece para alexandrita; outros, confirmar |
| Melhor uso | Compras no Brasil e compradores que aceitam laudo nacional | Triagem e decisão antes do laudo | Revenda no exterior e peças de alto valor |
Como decidir em quatro perguntas
Quatro perguntas mostram se o laudo nacional resolve a sua compra. Responda antes de fechar, não depois.
Qual pergunta o laudo precisa responder?
Se é só “natural ou sintética”, o laudo nacional costuma bastar. Se é “de onde veio”, pense em laboratório com origem.
Onde a pedra será vendida?
No Brasil, o laudo nacional é conhecido. No exterior, pergunte ao seu cliente qual laboratório ele aceita.
Quanto vale a pedra para o seu negócio?
Em peças de alto valor, o custo de um laudo internacional tende a se justificar.
O laudo sai antes do pagamento?
Qualquer que seja o laboratório, o laudo precisa sair antes do contrato e do pagamento.
Erros comuns com laudo gemológico no Brasil
Os erros mais caros vêm de pedir o laudo errado para a venda que você vai fazer. Fique atento a estes:
- Pagar por laudo de origem quando o comprador só pede identificação
- Revender no exterior sem perguntar qual laboratório o cliente aceita
- Confundir avaliação de gemólogo com laudo de laboratório
- Aceitar "certificado" de loja sem laboratório identificado
- Fazer o laudo depois do pagamento, quando ele já não muda a decisão
Perguntas frequentes sobre laudo gemológico no Brasil
O laudo do IBGM vale no exterior?
Não existe validade internacional formal para nenhum laudo gemológico. O que importa é se o seu comprador aceita o laboratório. Pergunte isso antes de fechar.
O laudo nacional informa a origem da alexandrita?
Depende do laboratório e do tipo de laudo. Muitos laudos são só de identificação. Se a origem geográfica é essencial, confirme antes ou peça um laboratório que ofereça origem, como o GIA.
Avaliação de gemólogo substitui o laudo?
Não. A avaliação é uma opinião técnica; o laudo é um documento numerado de uma instituição. Na DRAGO, a avaliação do gemólogo formado pelo GIA complementa o laudo nos casos de maior relevância.
Quando vale pagar um laboratório internacional?
Quando a pedra será revendida fora do Brasil, quando o comprador exige origem ou um laboratório específico, ou quando o valor da pedra justifica o custo.
O laudo é feito antes ou depois da compra?
Antes. Na DRAGO, o laudo é feito sob pedido do comprador, antes do contrato e do pagamento.


